Olhar e não ver,
ver e não sentir,
sentir e não amar,
amar e não ouvir
o anúncio inequívoco,
verdadeiro e sincero,
que prediz a Primavera.
agosto 17, 2015
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agosto 07, 2015
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Tire suas mãos do erário
público;
ele não pertence a você.
Não é se comportando assim
que você irá se reeleger.
Entenda, a Democracia é o único
caminho;
o tempo dos totalitarismos já
acabou.
Você pode até teimar,
espernear...
Acho que isso é só rancor.
Será
só conspurcação?
Será
que não há nada a se enaltecer?
Haverá
sempre mais corrupção?
Vamos,
com isso, alguma coisa aprender?
Nos perderemos entre ideólogos
e pensadores
de péssima, sofrível formação,
que, com mentiras rotineiras,
solaparão toda forma de razão.
Sonharemos acordados,
alienados,
pensando que já encontramos a
solução:
"Acabar,
revolucionariamente, com o Capitalismo,
antes que ele destrua toda a
civilização."
Política
pra quê?
Para as instituições, assim,
fortalecer,
para a liberdade de imprensa
florescer,
para ver o populismo, no
Brasil, fenecer.
Só o Estado de Direito pode nos
proteger.
Precisamos, sim, responder
pelos erros atuais.
Vitimar-se, delegar a culpa...
Não mais!
julho 13, 2015
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Hoje em
dia, o relativismo é muito exacerbado; ninguém tem mais certeza sobre nada. Há metamorfoses
ambulantes por todos os lados. Porém, não é pelo fato de que não podemos ter certezas
absolutas (aliás, nem devemos tê-las) que, por outro lado, precisamos chegar à
conclusão minimalista de que se é impossível chegar a qualquer certeza por
menor que ela seja.
Eu sou
um eurocêntrico de carteirinha; acredito que, apesar dos vários problemas
existentes, a cultura laica ocidental derivada principalmente do Velho
Continente é o que de melhor se produziu durante toda a história das
civilizações humanas. Porém, aos poucos, estamos nos autodestruindo, pois
estamos perdendo o sentido de tudo, caindo assim no poço sem fim do niilismo.
Estamos nos tornando uma sociedade infértil, sem objetivos e sem metas.
Questionamos e destruímos tudo, mas somos incapazes de criar algo novo. Não
conseguimos ressignificar nada. Objetivos pessoais são imprescindíveis, porém
não podemos viver completamente sem um objetivo coletivo mínimo;
antropologicamente falando, nenhum homem é uma ilha.
junho 03, 2015
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Vivemos
em um oceano, nadamos freneticamente, dia após dia, mesmo sabendo que, ao
final, iremos todos, impreterivelmente, nos afogar. Não há, evidentemente, um porto seguro, uma costa amiga, apenas água por todos os lados, água até onde a vista
alcança. Abaixo, as profundezas abissais; acima, a imensidão azul de um céu
inalcançável e indiferente. O medo e o pavor do afogamento, proveniente
principalmente de um forte desejo de autopreservação, faz com que, braçada após
braçada, continuemos a lutar por nossa sobrevivência. Neste sentido, seguindo
um trajeto sem rumo, podemos encontrar alguns botes salva-vidas, como, por exemplo, uma missão ou um projeto
pessoal, pois, como sabemos, é muito mais fácil prosseguir quando temos metas,
quando sabemos para onde estamos indo, quando aquilo que fazemos tem algum
significado, mesmo que seja um significado a
posteriori. Por outro lado, podemos também encontrar verdadeiros Titanics, sistemas completos de
significação, as chamadas ideologias ou grandes tradições seculares, nestas
grandes embarcações podemos nos sentir seguros por algum tempo, ou por toda a
vida, até o próximo iceberg,
evidentemente. Outro caminho possível, dentro desta minha analogia, seria o barquinho do amor, porém este, como
vemos a cada dia, naufraga cada vez mais rápido. No entanto, quando o
encontramos, adquirimos uma força renovada, pelo menos, na maioria dos casos,
por algum tempo. Talvez a melhor opção seja mesmo a Galé da Cumplicidade, aquela em que, juntos e solidários uns com os
outros, remamos como pessoas que compartilham de um mesmo destino: o inevitável
esquecimento.
maio 17, 2015
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Agora
tanto faz avançar ou retroceder, ir para a direita ou para a esquerda, todos os
caminhos são iguais. Nada nesta vida parece realmente valer a pena. Toda luta é
vã, toda glória é fútil, todo o nosso suor e trabalho inútil. A vida é vazia,
ela não traz em si nenhuma significação. A vida é um abismo, um vasto oceano,
um ermo deserto, a vida não é nada, e, no entanto, ela é tudo.
abril 22, 2015
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A antiga fachada, sólida e
enegrecida,
mesmo estando hoje tão
desvalorizada,
carrega em si um prodigioso
saber.
Eras e eras sobrepostas, pedra
sobre pedra.
Construção coletiva,
amálgama edificante,
projeto sem projetista,
conhecimento amontoado,
tudo isso se encerra neste
frontispício.
Para que o novo não nasça com
cara de velho,
é preciso que respeitemos este
antigo edifício.
“Isto matará aquilo. O livro matará o
edifício.”
(Victor Hugo)
Catedral de Notre-Dame de Paris
abril 15, 2015
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A
democracia é, evidentemente, a arte necessária para se chegar à paz. No
entanto, antes de alcançá-la, precisamos percorrer um longo caminho repleto de
conflitos, disputas, concessões, blefes, além de demonstrações de força e de
poder, e, para isso, habilidades como paciência, bom senso, cautela e
perseverança são imprescindíveis. No jogo democrático, assim como na vida,
precisamos lutar incessantemente por aquilo que acreditamos. Diante das
adversidades, a necessidade imperativa de proteger tudo o que nos é mais
valioso deve sempre prevalecer.
abril 15, 2015
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No crepitar das chamas, algo se
anuncia;
o labor recompensado, a
colheita farta,
o alvorecer de um novo e
augusto dia.
Passam-se os meses, ouve-se uma
nova canção;
triste e enfadonha, contínua e
ritmada,
ela ressoa internamente na fria
madrugada.
Laivos de tristeza, nódoas e
mágoas...
Vida e renovação, o silêncio e
o nada.
março 26, 2015
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É
engraçado quando as pessoas chegam à “inteligente” e evidente conclusão de que
o egoísmo é a maior característica do gênero humano. “Cada um só pensa em si
mesmo”, dizem alguns, é... parece que esta antiga verdade, por mais que o tempo
passe, nunca perde o seu aspecto de notícia quentinha saída do forno.
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“Eu
vejo o futuro repetir o passado.
Eu vejo
um museu de grandes novidades.
O tempo
não para!
Não
para, não, não para!”
(Cazuza
- O Tempo Não Para)
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março 10, 2015
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As ratazanas estão à solta;
procurando queijo, mandando
beijo,
vivendo do suor e do trabalho
alheio,
elas se refestelam,
não se preocupam com nada que
não seja
o próprio estômago.
As ratoeiras estão todas
quebradas e falidas;
só nos resta esperar que elas
tenham uma colossal indigestão.
fevereiro 26, 2015
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fevereiro 21, 2015
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A ignorância
ainda reina no mundo. De certo modo, ainda estamos vivendo na Idade Média, só
que agora é muito pior, pois temos nas mãos as ferramentas necessárias para a
construção de um mundo melhor e não as usamos.
fevereiro 14, 2015
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O
acorde fundamental da vida
manifesta-se,
neste mundo destoante,
por
meio da busca incessante
de uma
sintonia perfeita,
afinada
através de um místico diapasão
capaz
de evitar a cacofonia
de uma
vida sem explicação.
fevereiro 06, 2015
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