Versos que componho,
decomponho,
e que me rasgam a pele.
Versos, sim, dilacerantes,
delirantes,
que brotam dos rochedos,
dos ermos sítios da solidão.
Versos que gritam e se evaporam
na noite silenciosa do mundo.
E no baço espelho da vida,
uma estranha face,
uma quimérica imagem,
um vulto desesperançado.
Seja na frente ou no verso:
páginas e páginas cobertas por
uma prosa antipoética cheia de rabiscos, vozes e palavras desconexas.