Não existe em mim um eu
verdadeiro.
Há aqui uma multidão de vozes,
uma miríade de cores,
algo indefinido e mutante.
São os outros que definem a
minha essência,
e cada um o faz à sua maneira,
sendo que nenhum acerta,
pois não há essência alcançável.
Há apenas o que sou neste exato
momento,
e amanhã já não serei mais o
mesmo.
A mudança não é rápida, isso eu
sei,
mas é constante, certa e
imprevisível.