Eu gostaria muito que você
fosse a minha última ilusão,
mas acho que repetirei a dose
outras vezes, infelizmente.
Não há saída; qual marimbondo
atraído pelas chamas,
volto a cometer os mesmos
erros, incorrer nos mesmos vícios.
Estou preso em uma armadilha,
em um labirinto infindável,
e olho para todos os lados e
não vejo nada,
ou talvez eu só enxergue mesmo
aquilo que desejo muito ver.
Não acredito mais em minhas
próprias palavras,
duvido de meus sentimentos mais
íntimos
e confesso, por fim, uma
ignorância total sobre mim mesmo.
A rosa cortada murcha
lentamente em um belo vaso na mesinha de canto,
e o sol, com sua indiferença
costumeira, nasce mais uma vez.