Ei-la, exsudando feminilidade,
bem à minha frente.
Outra vez não me faço de
rogado;
ébrio de prazer, levo-a ao
delírio.
Não procuro extrair da vida
algum sentido,
muito menos perco tempo com
homens-sepultura;
contento-me com o fugidio
momento,
com o etílico prazer de noite
em boa companhia.
Não tenho mais idade para me
aborrecer à toa.
Não quero estar com quem não
ousa.
Cala-te! Beija-me!
A ilusão nos persegue por todos
os lugares;
no alvor da manhã, rasgamos o
véu da loucura.