Nos confins inexplorados do
Universo,
uma improvável lágrima se
forma;
a diminuta partícula, ao longo
de bilhões e bilhões de anos,
vai agregando massa e
adquirindo velocidade.
Muitos veem tal fenômeno como
um sinal de esperança:
“Deus
finalmente está ouvindo nossas preces!”
Outros, por sua vez, predizem o
fim catastrófico da Terra:
“Já era
chegada a hora de encerrarmos essa nossa medíocre perambulação.”
Os cientistas, como sempre, não
chegam a nenhum consenso.
O anúncio da rápida e eminente
aproximação do estranho corpo celeste cria um grande alvoroço.
Todos querem vê-lo.
No entanto, para decepção
geral, ele vira à direita em Saturno, perdendo-se distraidamente na escuridão
do espaço.