Agarro, dilacero e profano
o objeto proibido do meu
desejo.
Coloco-o ao rés do chão
e turvamente entrevejo
os ecos malditos do não.
Passado algum tempo,
nada subsiste daquilo que era
interdito.
O sagrado é agora um fato
esquecido;
não se ouve mais nenhum
grito...
É tudo história de um tempo
ido.
Resta apenas o vazio das coisas
sempre iguais;
o valor sem valor de tudo
aquilo que não existe mais.