Num
mundo supersticioso, progressista e multiculturalista, ser uma pessoa cética,
liberal e com valores morais bem definidos é uma tarefa realmente difícil. Mais
fácil é seguir o fluxo. Porém, – cuidado! – aceitar com docilidade que a
unanimidade imbecilizante seja o único caminho possível, deixando de lado
qualquer análise crítica, é a melhor forma de perpetuar o falso progresso de
nossos atuais dias. Ou estocamos vento em nossas cabeças, ou estocamos
conhecimento e sabedoria. Lembremo-nos sempre que todo saber que não é, ou não
pode, ser questionado, evidentemente, saber não é; trata-se apenas de
doutrinação e mistificação, nada mais.
Muitas
vezes, ignorar certas coisas pode ser também uma atitude inteligente. Ver tudo,
com certeza, é um ato de cegueira. Devemos, sim, desvendar racionalmente o
mundo que nos cerca, porém, sem destruir, em nossas vidas, as necessárias zonas
de mistério e magia. Desvelar tudo, iluminar todos os cantos da vida é o mesmo
que morrer antecipadamente.
O homem
entregue, sozinho, às suas próprias intempéries tende a soçobrar. Porém, o que
não podemos negar é que cada um luta a sua própria batalha existencial. Não há
muito o que se fazer, neste sentido, pelo próximo.
Hoje em
dia, o relativismo é muito exacerbado; ninguém tem mais certeza sobre nada. Há metamorfoses
ambulantes por todos os lados. Porém, não é pelo fato de que não podemos ter certezas
absolutas (aliás, nem devemos tê-las) que, por outro lado, precisamos chegar à
conclusão minimalista de que se é impossível chegar a qualquer certeza por
menor que ela seja.
Eu sou
um eurocêntrico de carteirinha; acredito que, apesar dos vários problemas
existentes, a cultura laica ocidental derivada principalmente do Velho
Continente é o que de melhor se produziu durante toda a história das
civilizações humanas. Porém, aos poucos, estamos nos autodestruindo, pois
estamos perdendo o sentido de tudo, caindo assim no poço sem fim do niilismo.
Estamos nos tornando uma sociedade infértil, sem objetivos e sem metas.
Questionamos e destruímos tudo, mas somos incapazes de criar algo novo. Não
conseguimos ressignificar nada. Objetivos pessoais são imprescindíveis, porém
não podemos viver completamente sem um objetivo coletivo mínimo;
antropologicamente falando, nenhum homem é uma ilha.
Linda, linda moça, ouça o seu coração! Saiba que não há amanhã, não há caminho de volta. Aqui uma conversa moderna : você é minh...
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