AURORA

by - abril 21, 2022

Deuses que podemos tocar,

mundos que podemos ver,

imperfeições que nos fazem humanos:

tudo parte da comédia divina e mundana do cotidiano.

Sou um pagão, um herege,

caminhando entre lobos,

entre criaturas que dançam no escuro.

Para além do dionisíaco e do apolíneo,

do sagrado e do profano,

um senso de que só a impermanência realmente permanece,

de que o nosso tempo está se esgotando.

Prazeres secretos, curas para aquilo que não há cura, sonhos que mais parecem pesadelos;

sucessão absurda, poema pretérito.




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