Soneto de Recordação
Um banco, uma praça,
em uma tarde dourada,
eis que te vejo do nada,
com luz, perfume e graça.
***
Uma memória emoldurada:
uma conversa que enlaça;
pássaros a fazer arruaça;
vida, sinais e uma nova florada.
***
De tudo, o que fica é a saudade,
que cresce sempre à tardinha,
lânguida, contida e evanescente.
***
Cresci nesta simpática cidade,
– com sua grama bem cortadinha –,
contemplando o mesmo sol poente.
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