Soneto de Recordação

by - maio 16, 2021

Um banco, uma praça,

em uma tarde dourada,

eis que te vejo do nada,

com luz, perfume e graça.

***

Uma memória emoldurada:

uma conversa que enlaça;

pássaros a fazer arruaça;

vida, sinais e uma nova florada.

***

De tudo, o que fica é a saudade,

que cresce sempre à tardinha,

lânguida, contida e evanescente.

***

Cresci nesta simpática cidade,

– com sua grama bem cortadinha –,

contemplando o mesmo sol poente.




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