Frente e Verso

by - maio 18, 2021

Versos que componho,

decomponho,

e que me rasgam a pele.

Versos, sim, dilacerantes,

delirantes,

que brotam dos rochedos,

dos ermos sítios da solidão.

Versos que gritam e se evaporam

na noite silenciosa do mundo.

E no baço espelho da vida,

uma estranha face,

uma quimérica imagem,

um vulto desesperançado.

Seja na frente ou no verso:

páginas e páginas cobertas por uma prosa antipoética cheia de rabiscos, vozes e palavras desconexas.




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