À procura de um poema

by - maio 28, 2021

Às vezes rimo, às vezes não rimo,

e logo depois me vejo correndo descalço pelos campos da meninice,

afagando sonhos e versos,

polinizando amorosas flores.

Aos meus pés, uma planta pequenina,

frágil como tudo aquilo que há de mais bonito nesta vida,

que cresce, cresce, cresce

e se torna árvore sem medo,

em cuja sombra me calo e envelheço.

À noite, quando os pássaros voltam aos seus ninhos,

quando frio se faz presente,

tento recordar uma velha cantiga de viver;

e eis que o tempo, a vida, tudo, de repente, se transforma em água,

salobra, calma, lúcida;

e eu, pobre criança mergulhada no mistério,

me transubstancio também em Mar Absoluto.




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