Incivilização
Nas asas da loucura,
seguindo na contramão,
eu estou à beira do meu leito,
quase caindo em mim,
quase achando alguma solução.
Todo dia as mesmas notícias:
necrose, ignorância e incivilização.
Tomo mais trago deste mal ardente;
em devaneio, penso no próximo
carnaval.
Não quero mais isso
nem quero mais aquilo.
Anacronicamente, e de uma vitrola
improvável,
ouço a voz renitente de Sérgio
Sampaio:
“silêncio na tarde dos homens,
silêncio”
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