Incivilização

by - abril 17, 2021

Nas asas da loucura,

seguindo na contramão,

eu estou à beira do meu leito,

quase caindo em mim,

quase achando alguma solução.

Todo dia as mesmas notícias:

necrose, ignorância e incivilização.

Tomo mais trago deste mal ardente;

em devaneio, penso no próximo carnaval.

Não quero mais isso

nem quero mais aquilo.

Anacronicamente, e de uma vitrola improvável,

ouço a voz renitente de Sérgio Sampaio:

“silêncio na tarde dos homens, silêncio”




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