Inflexão

by - novembro 11, 2020

Nos rios da Babilônia,

às margens do Sena,

no Rubicão, Ipiranga,

ou mesmo no córrego aqui da vila,

um sentimento de efêmera eternidade,

de um não retorno: ponto de inflexão.

Eis o fim das grandes ideias,

das grades que ocultam flores,

de um tempo que se apaga pouco a pouco.

A revolução acabou,

o sonho definhou,

(todos já foram guilhotinados)

e no jogo do poder já se entrevê a ascensão de um novo déspota.

Por todos os lados, até onde a vista alcança,

milhares e milhares de estátuas de sal.




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