melancholia

by - setembro 28, 2020

Vagando entre as criaturas da noite,

com um coração petrificado,

vejo lúgubres figuras,

sonhos terríficos,

o passar dilacerante do tempo.

***

Tento – sem nunca conseguir – acabar com tudo,

com a viscosa esperança que me persegue,

com a consciência de que não há caminho de volta.

Até agora nenhum sintoma aparente, febre ou loucura;

a normalidade se mostra em toda a sua triste magnificência.

***

À sombra de um cipreste,

longe de qualquer presença humana,

contemplo o vasto e indiferente céu outonal.




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