Nefelibatas & Selenitas

by - agosto 22, 2020

Mesmo nos ares, distraído, sonhando acordado,
eu fito continuamente o abismo.
Dentro da casa do claustrofóbico saber,
um quê de irremediável agonia.
Ah, uma janela, ei-la:
uma abertura para o infinito não-ser.
Debruço-me sobre ela, ébrio,
e pressinto sensações multicolores,
um esmorecimento da lógica e da razão.
Nuvens, luas de Saturno, véus e cristais,
ledos crisântemos e pássaros de fogo,
cataratas, valsas, principados,
amores, fogos-fátuos e fiordes...


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