Silêncio

by - novembro 11, 2019

Hoje eu acordei com a estranha sensação de que não te amo mais.
Levantei da cama, abri a janela, saí pela porta da frente e me deparei com um silêncio,
um silêncio tão grande, tão acolhedor, tão exasperante.
Qual foi mesmo o sentido disso tudo?
Fico sem respostas, não as tenho, decerto, nunca as terei.
Há um mergulho profundo no abismo da alma,
um não sei quê com o gosto amargo da solidão.
Começo a andar, depois correr, passadas largas;
quero me distanciar, fugir de mim mesmo.
Não há lágrimas visíveis, apenas um mar revolto que se esconde por dentro.
Fachadas, tormentas, naufrágios...
A rua em que estou continua a mesma rua que passo todos os dias,
com os mesmos cães, com as mesmas pessoas, com os mesmos bons-dias;
e eu, de certa forma, continuo também o mesmo,
apesar de, talvez, já ser outra pessoa. 


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