Esgotar-se-ia
(Poema
de Samuel Rocha)
Cansado do raso que me afoga na
agonia banal;
cansado da mediocridade diária,
do superficial;
cansado do não dito, que grito,
o não ouvido;
da estupidez dos esperançosos,
do clichê ridículo.
Quero distância desse mar de
sorrisos, não tenho causa, não tens motivo.
Cansado do que não serve, do
que não calça, do que aperta;
do que não causa, no coração
que congela;
cansado da massa, da ideologia
fútil, cansado do brega, do apaixonar-se inútil.
Nada vale a pena,
nada,
nem terminar este poema…
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