Esgotar-se-ia

by - novembro 03, 2019

(Poema de Samuel Rocha)

Cansado do raso que me afoga na agonia banal;
cansado da mediocridade diária, do superficial;
cansado do não dito, que grito, o não ouvido;
da estupidez dos esperançosos, do clichê ridículo.

Quero distância desse mar de sorrisos, não tenho causa, não tens motivo.
Cansado do que não serve, do que não calça, do que aperta;
do que não causa, no coração que congela;
cansado da massa, da ideologia fútil, cansado do brega, do apaixonar-se inútil.

Nada vale a pena,
nada,
nem terminar este poema…


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