Escravo do desejo
Estou preso a uma coleira, a
teus pés;
sou um escravo do meu desejo
por ti.
A tua indiferença me consome
e ao mesmo tempo me atrai.
Vivo me afastando e voltando,
odiando e querendo.
Anseio pela liberdade,
mas sou cativo da tua atenção,
do teu carinho, do teu descaso.
Sou guiado por uma vontade
cega;
não consigo não desejar o que
desejo.
Minha submissão é covarde e
ridícula;
se fosse mais forte, lutaria,
escalaria os montes da minha
vontade,
limparia os meus pés na soleira
da mansão do desencanto.
Ah, se tudo fosse diferente,
se eu pudesse não desejar mais
nada...
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