Ode à alegria

by - setembro 30, 2019

Um acorde dissonante rasga as trevas do coração,
uma luz inesperada revela formas desconhecidas,
e o que outrora parecia ser o fim de um mundo seguro e confortável
revela-se como o indício de uma primavera interior.
Estamos diante do esfacelamento do real.
Algo se quebrou,
não há mais como voltar atrás!
Angústia, caos, isolamento,
um grito de desespero;
amor, ternura, solicitude,
um ato de verdadeira transfiguração.
Alquimicamente, sem que percebamos,
o ciclo da vida se renova;
não somos mais os mesmos,
a vida não é mais a mesma,
mas temos em mãos outra paleta de cores.

(O real nunca é o real-real, mas sim o real filtrado, adornado, transubstanciado.)


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