Dia após dia

by - setembro 01, 2019

Eu gostaria muito que você fosse a minha última ilusão,
mas acho que repetirei a dose outras vezes, infelizmente.
Não há saída; qual marimbondo atraído pelas chamas,
volto a cometer os mesmos erros, incorrer nos mesmos vícios.
Estou preso em uma armadilha, em um labirinto infindável,
e olho para todos os lados e não vejo nada,
ou talvez eu só enxergue mesmo aquilo que desejo muito ver.
Não acredito mais em minhas próprias palavras,
duvido de meus sentimentos mais íntimos
e confesso, por fim, uma ignorância total sobre mim mesmo.
A rosa cortada murcha lentamente em um belo vaso na mesinha de canto,
e o sol, com sua indiferença costumeira, nasce mais uma vez. 


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