Definir, definhar, desaparecer…
Achar
que se pode ser sempre aquilo que se é, sem nenhuma alteração, como se
pudéssemos vencer o tempo, tornando-nos cópias eternas de nós mesmos, é um
engano pueril; tudo muda. Queiramos ou não, a vida segue em frente, o mundo
percorre o seu destino não conhecido por ninguém, e nós, passageiros
desavisados, nos transmutamos pouco a pouco em algo que não conseguimos
divisar. Tudo acontece tão lentamente; a imagem no espelho não é mais a mesma,
e a vida agora é um misto de sensações agridoces. Perdemos o que não queríamos
perder, ganhamos o que não sonhávamos conquistar. A jornada continua e a
mudança em nós também.
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