Resiliência
Nem sou alegre, nem sou triste,
nem sou poeta, nem ouso sê-lo.
Vivo no limbo da desesperança,
em meio a vulcões extintos,
angústia, medo e lama.
Acabo sempre vencido pelo peso
do cansaço
e pela força das
circunstâncias.
Estou à margem de tudo;
nunca pertenci a uma multidão,
nunca gostei de ideias fatais.
– Nada disso muda o que quer
que seja!
E persisto, com o coração nas
mãos,
a faca entre os dentes,
escalando o monte sem cume da
vida.
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