Firmamento sem estrelas
Quando eu
fico algum tempo sem te ver, sem conversar contigo, por mínimo que seja, sinto
como se as estrelas do céu noturno me fugissem, como se o mar não fosse mais
habitado por uma multidão multiforme de organismos coloridos. Tu és o tudo que
preenche o meu nada. Tu és o porto seguro, o sorriso, na lúgubre madrugada. Devaneio
agora... Onde está o meu celular? Qual era mesmo o livro que eu estava lendo?
Bem, sonho mais uma vez acordado, e vejo em mim uma miríade de mundos outros,
de infinitas possibilidades, de glórias esquecidas... Vejo o que não posso ver,
sinto aquilo que não se sente, e fico perdido, cansado, renitente. Percebo no
céu a estrela d'alva e, como sempre, penso em ti.
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