Acordes dissonantes
Duvido
muito que um dia conseguirei olhar para o mundo e ver o que você vê: brilho,
cores, encanto; serei sempre um cético, um desconfiado, alguém que percebe o
vazio contínuo que nos espreita. Eu sei que os meus questionamentos me deixaram
de mãos vazias, com o coração vazio, como um ser olhando para a vacuidade de
todas as coisas... Às vezes, confesso, quero ser o que sou, ser aquilo que
serei, ser algo belo e sublime, ser simplesmente e depois não ser mais nada. Talvez
a incoerência e a inconstância sejam de fato os meus principais atributos,
porque ainda procuro um sentido em meio a uma total falta de sentido, porque vislumbro na
cacofonia da vida uma augusta sinfonia.
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