"O nada que é tudo"

by - janeiro 31, 2019

(Poema de Samuel Rocha)

Minha sanidade depende do quão longe permaneço da Verdade.
Do quanto de hipóteses ainda tenho para falsear...
A certeza me parece sempre absurda.
Entre um martini e outro, estou sóbrio enquanto houver dúvida.

A modéstia não cabe na filosofia. Seria continuar padecendo da desilusão platônica.
A razão não cabe na poesia. Seria insistir no fracasso parnasiano.

No pântano, nadar é difícil, mas não se afoga com qualquer onda de melancolia.
Sentidos, sentimos, sem ter tido
sentido nenhum...
Nada que meu tudo consome.


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