Divinos Prados
(À
Adélia Prado)
Quero sentir na alma toda a
bagagem dos teus versos
e estar contigo na praça da
pacata cidade
e correr doidivanamente pelos
quintais
e sentir o cheiro de café na
cozinha
com o coração disparado
a faca no peito
no conforto do velho lar
entre familiares e amigos
Na cadeira de balanço em que repousas
ao som de latidos e ave-marias
crianças chorando exigentes
gargalhadas e outros causos
fractais do cotidiano
reverberações poéticas

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