Absurdo
Seres insignificantes,
sem nenhum propósito, perdidos na imensidão indiferente do Cosmos, buscam algum
sentido, mas nunca o encontram. Muitos, desesperados, tentam inventar um; acham
que uma ilusão institucionalizada diminuirá de alguma forma a angústia que
sentem. Outros, mais sensatos, veem nisso uma oportunidade; se não existe
sentido algum, podem então criar um para si mesmos, fazendo de suas vidas
aquilo que quiserem – uma obra-prima ou uma garatuja. E há,
em um número muito menor, aqueles que abraçam o absurdo da existência ao compreenderem
a inutilidade de toda e qualquer tentativa de procurar atribuir sentido ao que
quer que seja.
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