Graceful
Graciosa, efusiva, mas sem
nenhuma temperança!
Sobre a relva, perdida em
devaneios,
és o que és: mistério que não
cansa.
Definir-te não posso – não
seria de bom senso;
talvez me falte talento,
ousadia, constância...
Vejo que estás mais uma vez
sonhando acordada,
voando acima de prados
verdejantes,
buscando ser novamente aquilo
que não era antes.
Não sei mais o que faço para
bem te retratar;
melhor deixar que o rio corra,
como sempre, para o mar.
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