Os bons costumes morreram... de anemia.
O que
nos diferencia dos outros animais não é somente a nossa habilidade cognitiva, a
nossa racionalidade, mas também – e principalmente – a capacidade que temos de
fazer coisas que vão na direção contrária de nossos impulsos naturais mais básicos
e primitivos. É muito importante que as pessoas sejam boas, contudo, como bem
sabemos, essa não é a regra; sucumbimos muitas vezes a instintos nada
civilizados. Precisamos, portanto, de um conjunto de valores nos quais possamos
nos orientar. Precisamos saber que existem limites. Precisamos valorizar os
bons costumes e também a boa educação, que, assim como as virtudes, não nos são
inatas; devemos continuamente reforçá-las em nossa rotina diária para que nos
tornemos, com a prática, pessoas melhores. No entanto, há aqui uma obviedade:
tudo aquilo que não é ensinado não nasce, tudo aquilo que não é cuidado não
cresce, não se desenvolve. E assim de anemia morre o rebento moral que,
infelizmente, mesmo que não definhe no nascedouro, poucas chances futuras terá
de sobrevivência.
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