Noite vazia
Na fantasmagórica noite vazia,
homens lúgubres e inebriados,
sob o véu diáfano da fantasia,
libertam-se de seus cadeados.
Porém, o sonho efêmero e forte,
que, do crepúsculo à alvorada,
os guiou nesta louca madrugada,
exala apenas um cheiro de
morte.
A realidade revela-se
intransigente;
o jeito é abandonar a leda
euforia,
tendo apenas uma coisa em
mente:
a vontade de viver a próxima
alforria.
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