Na solidão claustrofóbica
Na solidão claustrofóbica de
seu quarto,
ele buscava ansiosamente por uma
saída,
por uma resposta para o seu
sofrimento.
A insônia apoderava-se de todo
o seu ser;
nem mesmo quando fechava os
olhos
ele conseguia se desvencilhar
de seus temores.
A porta, tão tranquila e
fechada, em nada ajudava;
ela poderia ser tanto uma rota
de fuga
quanto um terrível canal de
entrada.
O dia amanhecia e, pela janela,
uma frouxa luz adentrava,
trazendo consigo novas
esperanças e, não menos,
novos desapontamentos.
Era imperativo recomeçar!
E assim, abrindo vagarosamente
a porta,
ele aquietou o espírito e saiu
de seu torpor.
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