Confronto
Eu pensei que eu pudesse,
com o poder da minha vontade,
subverter a ordem
preestabelecida.
Eu acreditei firmemente em tudo
o que me dizia o meu coração;
segui os seus impulsos,
deixei-me levar.
E, apesar de todos os ventos
contrários,
dizia sempre a mim mesmo: “A
vida é bela!”.
Mas como na vida tudo é
efêmero, fugaz,
de um dia para o outro vi mundo
desabar.
Meus castelos, meus sonhos,
minha esperança,
tudo reduzido a pó, destruído
para sempre.
Passei a trilhar um caminho
real e doloroso:
a via-crúcis da minha
purificação.
Precisei sentir na pele todo o
desprezo,
toda a dor da existência, toda
a ausência,
para, enfim, estar completo
para enfrentar
o Dia da Grande Solidão.
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