Jupiter Optimus Maximus
Oh, Supremo Congregante,
eu sei que tudo na vida é
vaidade,
tudo é efêmero como o vento que
passa.
Minha vida neste mundo não é
nada.
Porém, tal como Sísifo, estou
condenado;
mal sacio o meu desejo, outro
surge mais voraz.
Quando, após muita labuta,
alcanço uma meta,
ela me parece pequena e
desimportante.
E assim prossigo a minha longa
jornada,
mesmo sabendo que ao fim dela,
quando tudo realmente se silenciar,
não receberei nenhum prêmio,
muito menos consolação alguma,
estarei sozinho e isso será
tudo.
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