Encontro

by - outubro 29, 2014

Tal qual um explorador ou aventureiro,
adentro com minha tocha flamejante,
pouco a pouco, nos escondidos mistérios
da gruta obscura e improvável do teu ser.

Entre estalactites já sedimentadas,
vou percorrendo as fendas várias
e as fontes de águas borbulhantes
do teu agreste e selvagem ventre.

A luz tênue e sinuosa que me acompanha
nesta minha viagem rumo ao desconhecido
vai lenta mas prontamente se extinguindo,
deixando-me só no breu de tuas entranhas.

E, ao me ver assim solitário e abandonado,
é que te encontro, como num sonho, fiel e casta,
envolvendo-me em teus braços docemente,
revelando-me, na ardência dos teus beijos, o amor.


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