L'amour est un oiseau rebelle

by - setembro 15, 2014

Oh, Musetta, quando vocĂȘ se vai
docemente pela vida, sinto em mim
um novo alvorecer, como se a noite,
clara como o dia Ă  sua passagem,
me revelasse algo inominĂĄvel.
Algo que se esconde no brilho dos seus olhos,
na sua elegante silhueta,
no seu fulgor primaveril.
Algo, portanto, que nĂŁo sei nem ouso dizer,
mas que permanece na minha memĂłria,
no meu coração, como um etéreo perfume,
mesmo que eu fique vĂĄrios dias sem lhe ver.

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