Devaneio

by - julho 19, 2010

No devaneio constante em que me abrigo,
eu edifico um mundo sem suplícios,
distante de todo ódio, rancor e vícios,
na busca incessante de um ombro amigo.

Eu sei que a vida não é feita de idílios,
e que o nosso caminho é um tanto amargo,
com tantos sofrimentos que agora trago.
Porém, vejo, entre as trevas, florescer os lírios.

Sinto a vida em todo seu esplendor e encanto,
vislumbro a luz de um novo amanhecer,
irradiando o sorriso que desfaz o pranto.

E neste espetáculo consigo entrever
um final diferente para este canto:
o amor transformando todo o nosso ser.


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